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Trailer do filme sobre o Mamonas Assassinas

[postlink]http://video.chakalat.net/2011/06/trailer-do-filme-sobre-o-mamonas.html[/postlink]http://www.youtube.com/watch?v=31fIfLfENeIendofvid

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O ano era 1990. Uma banda pouco - ou nada - conhecida apresentava-se em Guarulhos para um pequeno número de pessoas. No repertório, apenas covers de bandas famosas, como Legião Urbana, Titãs e Rush. Durante o show, o público clamou pela execução de Sweet Child O'Mine, do Guns N'Roses - para o desespero do grupo, que sequer sabia a letra da música. A solução, então, foi pedir a um dos fãs que subisse ao palco e entoasse a canção. O fã em questão era Alecsander Alves, mais conhecido como Dinho, então futuro vocalista do sucesso dos anos 90 Mamonas Assassinas.

A cena descrita acima e narrada no documentário Mamonas pra Sempre!, de Claudio Kahns, mistura-se a tantas outras histórias curiosas sobre o grupo. O filme chega aos cinemas em 27 de maio, em um momento, digamos, propício: há exatos quinze anos (em 2 de março de 1996), um trágico acidente aéreo afastou Dinho e seus colegas Bento, Samuel, Júlio e Sérgio de sua tão bem sucedida e meteórica carreira.

Na época dos covers e das pequenas apresentações, o Mamonas levava a alcunha de Utopia e passava longe do estilo escrachado e improvisado que tanto cativou o público anos depois. Se não fosse uma brincadeira de Dinho, que gravou Pelados em Santos e Robocop Gay para divertir os amigos em um churrasco, talvez eles jamais tivessem percebido o gosto da banda pela comédia em forma de música.

Com a ajuda do produtor Rick Bonadio - o famoso Creuzebeck citado nas músicas Mundo Animal e 1406 -, a banda conseguiu, em 1995, estrear seu primeiro e único trabalho, Mamonas Assassinas. O trabalho, lançado pela gravadora EMI e feito totalmente na base do improviso, vendeu mais de um milhão de cópias no mesmo ano de seu lançamento - número que em nada lembrava as míseras 100 cópias vendidas pela extinta Utopia. O disco, cujas músicas eram uma mistura de todos os gêneros musicais, de rock e heavy metal a forró e música sertaneja, trazia as inesquecíveis Pelados em Santos, Robocop Gay, Vira-Vira, 1406, Chopis Centis, Uma Arlinda Mulher, Cabeça de Bagre II, Sábado de Sol, Lá vem o Alemão e Mundo Animal.

Com a repercussão positiva do álbum de estreia, o passo seguinte não poderia ser outro: Dinho e companhia invadiram a televisão, sendo alvo de disputa entre programas líderes de audiência, como os populares Domingão do Faustão e Domingo Legal. O desejo de tê-los ao vivo era tamanho que algumas emissoras chegaram a oferecer contratos de exclusividade para a banda - todos recusados, claro.

Fora das telas, chegaram a fazer sete ou mais apresentações por semana. Ali, no palco, não se limitavam apenas a tocar e a cantar. Eles encenavam, brincavam com a plateia, contavam piadas e mudavam o figurino entre uma música e outra. Era um dos poucos shows em que se podiam encontrar mães, pais, filhos e avós, o que os tornavam ainda mais cobiçados por contratantes dos quatro cantos do País.

No auge de suas carreiras, Dinho, Bento, Samuel, Júlio e Sérgio entraram em um avião para nunca mais voltar. Por sorte, a banda não foi esquecida com a mesma rapidez com que alcançou o estrelato e, no que depender de Claudio Kahns e de seu documentário, sua história ainda será por muitas vezes recontada.

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